
“ …a verdade é que sou como uma traça que voa contra a lâmpada incandescente uma e outra vez, o que faço é ilógico e irracional, e no fundo sei que vai haver uma vez que vai ser a última… Sei perfeitamente que vai haver uma vez que vai ser a última vez que te desiludi, vai haver uma vez que será a última em que não me esforcei o suficiente e em que não dei tudo o que tinha, alguma vez vai ser a última em que não me debrucei sobre a linha de meta, em que não fiz o último “forcing” para ultrapassar o obstáculo e te fiz mais uma vez ficar do outro lado à minha espera.
Esta curiosidade mórbida e infantil de ver até onde estica a corda que nos une (seja ela feita de que material for) é auto-destrutiva. Vai certamente haver um dia em que vais respirar fundo e sentir no teu âmago que não vais esperar mais, que esta foi a última vez que te desiludi. E tenho a certeza que me vou sentir miserável por ser o responsável por o cordão umbilical que nos une se romper, porque quando isso acontecer não haverá reparação possível e vou perder-te para sempre, e sem ti perco o significado de viver, a alegria e o sentido de existir.
Sinto que as minhas pernas correm para o abismo e eu não faço nada para o evitar, e ao mesmo tempo desespero por estar preso dentro deste corpo prestes a lançar-se no vazio… porque é que não faço o que é melhor para mim e corro, e transponho os obstáculos que nos separam, para junto de ti meu amor?
Porque é que simplesmente não paro de correr para o abismo? ”
in "algures no éter"
Os seres humanos são assim – auto-destrutivos! – às vezes basta uma coisa tão simples como PARAR e começar a fazer o que é correcto, e mesmo assim continuamos… continuamos a poluir o planeta, a matar inocentes em nome de uma religião ou de um pedaço de terra… a pensar que os recifes de coral não são importantes ou que é melhor ter uma via marítima aberta através do Árctico de modo a evitar o transporte de mercadorias pelo canal do Panamá… seriam necessárias mais gerações do que o tempo que resta ao planeta para os Humanos evoluírem ao ponto de viverem em harmonia entre si e com as restantes espécies com as quais “partilhamos” a Terra… a única esperança do Planeta é que a evolução da Natureza acabe por eliminar a espécie que desequilibra o eco sistema…
1 comentário:
in "algures no éter"
Algumas verdade neste post, que são inegáveis pelo simples facto de se presenciar a todo momento.
Não sei como se classifica uma espécie, neste caso concreto a espécie humana, sendo melhor ou pior que as outras existentes, extintas ou as que vão surgindo.
Mas sei que a espécie humana faz parte da evolução da natureza, uma entre muitas espécies, onde é pior e melhor que todas outras.
É inegável que esta mesma espécie vai-se extinguir deste planeta azul, extinguindo-se para sempre como espécie, ou em descoberta do universo, ou de outra maneira. Mas vai-se extinguir...
in "algures na mente de uma espécie humana"
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