
Será que não somos nada para além dos elementos químicos que nos compõem?
É evidente que somos bem mais complexos do que uma receita de átomos… mas é impossível ignorar que, ligeiras variações à parte, somos todos basicamente o resultado da lista de ingredientes acima referida! Ou seja, quimicamente falando, somos todos iguais – um fabuloso argumento para qualquer defensor dos direitos humanos!
Então porque é que somos tão diferentes uns dos outros? Sim, porque não há dois seres humanos iguais! A resposta óbvia é que, tal como dizia António Aleixo: “Sou simplesmente o produto do meio em que fui criado.” O que significa que grande parte da nossa maneira de ser e de pensar é resultado da educação que tivemos (ou não) até à idade adulta – sendo no entanto complicado explicar que irmãos, nascidos e educados no mesmo ambiente familiar, possam ser tão diferentes como uma formiga é dum elefante!
Mas aquilo que realmente somos… é ainda mais do que isso! A nossa génese, o âmago de cada um de nós, é algo ainda mais profundo e misterioso… parte da nossa maneira de ser e de pensar nasce connosco, é inerente a cada um de nós desde o ventre das nossas mães! Até parece que é algo que simplesmente escapa ao nosso controlo… há bebés que para se distraírem da pasmaceira que é estar no útero materno durante nove meses fantasiam emocionantes jogos de futebol, outros passam calmamente o tempo a contemplar o aparecimento de “cinco coisas fininhas” em quatro das suas extremidades e depois chucham nelas até ao parto para se assegurarem que estão bem seguras!
Mas também não podemos afirmar que a maneira de ser e de pensar de cada um é tão distinta como uma impressão digital, senão como é que se explicaria o facto de existirem pessoas que, apesar de nunca se terem visto na vida, revelarem uma estreita afinidade breves instantes após se conhecerem?
É obvio que o “feitio” ou maneira de ser inerente a cada um de nós não desculpa de forma nenhuma quem escolhe fazer o mal – afinal de contas a regra mais básica para vivermos em sociedade é: “A minha liberdade termina onde começa a tua!”… o que nos distingue das bestas é a racionalidade, a opção de escolha, não termos que reagir a todos os nossos instintos… mas essa liberdade exclusiva dos humanos tem, talvez, um preço demasiado elevado, pois somos o único ser neste planeta que tortura e mata o seu semelhante, destrói e polui o meio que habita e, no limite, pode causar a própria extinção – apesar de todos os alertas e tentativas de consciencialização a nossa “inteligência” não nos impede de caminhar desenfreadamente para um final, no mínimo, nublado…
Mas então será que o nosso corpo não passa de um “fato”, de um invólucro onde estão contidos a nossa maneira de ser, de pensar e todas as experiências e ensinamentos que adquirimos ao longo da vida? Porque se assim for é plausível afirmar que “eu” existo mesmo que o “meu corpo” deixe de existir…
E sendo assim será que se fosse possível mudar todos os átomos que neste momento compõem o meu corpo eu ficaria de algum modo diferente? Será que mudaria o meu feitio ou a minha maneira de ser e de pensar? É um facto que nenhum dos átomos que constituem o nosso corpo no dia do nosso nascimento fará parte de nós no dia da nossa morte… no entanto é difícil de acreditar que é por essa razão que aquilo que somos e pensamos ao longo da vida vai sendo diferente experiência após experiência, ano após ano! * (P.S.)
É evidente que somos bem mais complexos do que uma receita de átomos… mas é impossível ignorar que, ligeiras variações à parte, somos todos basicamente o resultado da lista de ingredientes acima referida! Ou seja, quimicamente falando, somos todos iguais – um fabuloso argumento para qualquer defensor dos direitos humanos!
Então porque é que somos tão diferentes uns dos outros? Sim, porque não há dois seres humanos iguais! A resposta óbvia é que, tal como dizia António Aleixo: “Sou simplesmente o produto do meio em que fui criado.” O que significa que grande parte da nossa maneira de ser e de pensar é resultado da educação que tivemos (ou não) até à idade adulta – sendo no entanto complicado explicar que irmãos, nascidos e educados no mesmo ambiente familiar, possam ser tão diferentes como uma formiga é dum elefante!
Mas aquilo que realmente somos… é ainda mais do que isso! A nossa génese, o âmago de cada um de nós, é algo ainda mais profundo e misterioso… parte da nossa maneira de ser e de pensar nasce connosco, é inerente a cada um de nós desde o ventre das nossas mães! Até parece que é algo que simplesmente escapa ao nosso controlo… há bebés que para se distraírem da pasmaceira que é estar no útero materno durante nove meses fantasiam emocionantes jogos de futebol, outros passam calmamente o tempo a contemplar o aparecimento de “cinco coisas fininhas” em quatro das suas extremidades e depois chucham nelas até ao parto para se assegurarem que estão bem seguras!
Mas também não podemos afirmar que a maneira de ser e de pensar de cada um é tão distinta como uma impressão digital, senão como é que se explicaria o facto de existirem pessoas que, apesar de nunca se terem visto na vida, revelarem uma estreita afinidade breves instantes após se conhecerem?
É obvio que o “feitio” ou maneira de ser inerente a cada um de nós não desculpa de forma nenhuma quem escolhe fazer o mal – afinal de contas a regra mais básica para vivermos em sociedade é: “A minha liberdade termina onde começa a tua!”… o que nos distingue das bestas é a racionalidade, a opção de escolha, não termos que reagir a todos os nossos instintos… mas essa liberdade exclusiva dos humanos tem, talvez, um preço demasiado elevado, pois somos o único ser neste planeta que tortura e mata o seu semelhante, destrói e polui o meio que habita e, no limite, pode causar a própria extinção – apesar de todos os alertas e tentativas de consciencialização a nossa “inteligência” não nos impede de caminhar desenfreadamente para um final, no mínimo, nublado…
Mas então será que o nosso corpo não passa de um “fato”, de um invólucro onde estão contidos a nossa maneira de ser, de pensar e todas as experiências e ensinamentos que adquirimos ao longo da vida? Porque se assim for é plausível afirmar que “eu” existo mesmo que o “meu corpo” deixe de existir…
E sendo assim será que se fosse possível mudar todos os átomos que neste momento compõem o meu corpo eu ficaria de algum modo diferente? Será que mudaria o meu feitio ou a minha maneira de ser e de pensar? É um facto que nenhum dos átomos que constituem o nosso corpo no dia do nosso nascimento fará parte de nós no dia da nossa morte… no entanto é difícil de acreditar que é por essa razão que aquilo que somos e pensamos ao longo da vida vai sendo diferente experiência após experiência, ano após ano! * (P.S.)
Desta forma não restam duvidas de são a nossa educação e experiências de vida que moldam a forma como escolhemos relacionarmo-nos com os outros e com o mundo que nos rodeia…
Mas como é que se explica a essência de cada um, não o nosso carácter, mas aquilo que somos. Afinal os Hitlers, Bin Ladens, pedófilos, assassinos, ladrões e afins deste mundo não provêm todos da mesma família, bairro, cidade ou país… nem há registos de que tenham andado na mesma escola!
...
P.S. - Apesar de haver um episódio na minha vida que me faz pensar duas vezes… quando era mais pequeno o meu avô insistia para eu comer salada de tomate, e eu dizia-lhe que não gostava, ao que ele respondeu:
“ – Isso é agora, vais ver daqui a uns anos… ”
Afirmação que me pareceu um completo disparate, se não gosto de um sabor é porque não gosto mesmo, seja hoje ou em qualquer dia que me perguntem!
A verdade é que hoje em dia aprecio bastante uns bons grelhados acompanhados com “uma saladita de tomate”… Porquê? Não sei! Talvez os átomos que compõem a minha língua neste momento assim o determinem!
1 comentário:
Gostei deste post..
Somos o que somos e a quanto isso nada podemos alterar.
Posso ser muita coisa, até posso ser caracterizado de várias maneiras. Mas tenho a consciência que gosto daquilo que sou, do que me tornei e que pondero vir a ser!
..gostei deste post!!
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