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Olho para ti e tu já não és tu… és alguém que ficou com o teu corpo, com o teu cheiro, com a tua voz, mas esse alguém não me engana… sei bem que dentro dessa carcaça não és tu que habitas!
É estranho, já me fizeste adorar-te ao ponto de julgar que, por ti, podia dispensar o oxigénio para viver e agora não passas de uma lembrança esbatida nas brumas da minha memória...
E sei bem que é melhor assim, pois na minha memória só há espaço para o que de melhor havia em ti e graças à distância que agora nos separa não me apercebo, não assimilo aquilo que hoje em dia és...

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